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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

eu tenho saudade do que não aconteceu.


já disse isso, né?
memória não é meu forte.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

2010

em 2010 eu perdi meu avô pontepretano. ele saiu do campo antes de o jogo terminar. a partida ainda tá rolando, eu ainda tô aqui, mas ele não. foi a primeira vez que eu perdi alguém que estava bem perto de mim. não vai ser a última, eu sei.

em 2010 eu me mudei de cidade. acho que foi o ano em que mais senti saudade até hoje. não moro mais com meu pai, minha mãe e meu irmão caçula. mas, 226 quilômetros longe de casa, arrumei mais uns dois pais, uma meia dúzia de mães, alguns irmãos mais velhos e uma primaiada aí!

eu criei algumas responsabilidades que não tinha e continuo em falta com algumas: falo demais, rio demais, me mexo demais, viajo demais e repito bobagem demais.

na maioria das vezes, sou do 'demais' mesmo. acho difícil achar um meio termo nas coisas. eu até acho. mas não pra tudo. e não sempre: ou exagero ou faço de menos.

este ano eu dei um pouco de pavor numas festas aí. mas a culpa, lembrem-se, é sempre do que comi e não do que bebi. tem coisa que não cai bem no estômago, sabe? cerveja não é uma delas. pastel sim.

este ano eu tomei uma cacetada de bronca e ainda vou tomar, porque temos aí mais algumas semanas em 2010.
na verdade, ainda tô aprendendo a receber as cachimbadas, porque não era muito acostumada com críticas. hoje elas são mais comuns do que passar calor em ribeirão preto - mas arrisco dizer que me incomodam menos do que as altas temperaturas.

hmmm... que mais? ah, essa é boa (pra chorar): dei um show de apuração e levei quatro furos da mesma história. coisa que vou carregar pro resto da vida. pensei em desistir e voltar pra casa quando isso aconteceu. até agora eu tô por aqui mesmo, né.
vi o paul mccartney, fiz amigos e inimigos, briguei com a minha impaciência - e ela continua aqui.

em 22 anos nunca errei tanto como em 2010. um amigo me disse: 'calma e desencana, porque o jornalismo é a arte de errar muito pra aprender'.
eu acho que ele só quis me tranquilizar. conseguiu.

eu sei que o ano ainda não acabou e que é uma bobagem esse lance de balanço de tudo o que passou. de ver até onde cheguei antes do reveillon.
mas a verdade é que todo mundo faz isso, mesmo que mentalmente.
aposto que você também.

a diferença é que eu tô meio orgulhosa de mim, tal, e queria falar em público.
queria agradecer, de forma quase direta, a todos que me ajudaram nessa mudança aí. porque, se alguma coisa deu certo neste ano, com certeza alguém me ajudou a fazê-la.

obg a tds os envolvidos.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

já era

- pai, que que é aquilo?
e o pai continua a andar, enquanto eu continuo na seção das biografias.

- ô pai, que que éééé?

o pai, andando, diz:
- é um lp, um long play, filho.

...

- que que é um long play, pai?

- é pra ouvir música, filho. é mais antigo, como se fosse um cdzão.

- mas funciona?


funciona. e, de repente, eu percebi que a geração que não sabe o que é disco de vinil já anda, fala, come... e daqui a pouco vai se formar, trabalhar... segura essa, mundo.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

eu no mcdonald's

aí que eu saí do trabalho e fui jantar.

- boa noite, qual o seu pedido?
- oi moça, eu quero o número 2.
- o quarterão?
- não, não. é que eu preciso usar o banheiro daí mesmo.

brinks, eu não falei isso.
porque, né? chato.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

vai viajar?

de onde você vai sair, quanto você quer gastar e quando pretende ir. você informa tudo isso e o wanderfly te dá as direções.

tudo bem que, com o dinheiro que tenho, ele me disse que só dá pra eu visitar o peru e por, sei lá, dois dias. mas beleza, vale a indicação que me indicaram.

pra quem já ascendeu aí socialmente, fica a dica.


pra quem não (como eu), fica em casa.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

elis s2

"mas sei, que uma dor
assim pungente
não há de ser inutilmente
a esperança...

dança na corda bamba
de sombrinha
e em cada passo
dessa linha
pode se machucar...

azar!
a esperança equilibrista
sabe que o show
de todo artista
tem que continuar..."

(o bêbado e a equilibrista - elis regina)


por quê?

ah, comprei um dvdzinho dela que quase choro de tão bonito.

e por não ter nascido antes, porque, né, família restart.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

dúvidas

eu queria saber quem é o responsável por trazer os lançamentos de livros para ribeirão preto e se o meio de transporte dessa pessoa é uma tartaruga.

grata.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

...

não costumo pedir coisas > gosto, até por vaidade, de saber que posso me virar sozinha > então, quando peço algo a alguém, sei ouvir não e sei também que ninguém tem que me ajudar em nada, apesar de saber que conto com ajuda dos amigos milhares de vezes > moro sozinha, vivo sozinha em uma cidade imensa e aprendi com o tempo a não achar estranho uma recusa > hoje, quando chegar em casa, e entrar ali vou me lembrar de que o texto que seria publicado no lugar deste perdeu um bocado do sentido > agora, choro > mas é choro de mulher, passa logo > vai, Fernanda > vai lá > tem uma van te esperando no térreo.

queria escrever que nem ela, a fernanda d'umbra.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

ser pedestre em ribeirão preto

é contar com a sorte, principalmente.
é ter muita atenção e pouca timidez. tem de ousar. mas com cautela.

na maioria dos cruzamentos não há semáforo para pedestres. há para carros.
aí, quem quer atravessar a rua tem de se colocar como um automóvel e raciocinar rapidamente: se fechou aqui, posso passar, mas tenho de parar ali, esperar abrir, pra poder passar ali e parar lá.
assim vai.
deve ser porque é uma cidade de gente rica, onde todo mundo pode comprar seu carrinho com ar-condicionado.

ser um bom pedestre é questão de prática, assim como ser um bom motorista.
inclusive, acho que é possível classificar a maneira como as pessoas passam para o outro lado da calçada. ouquei, digam que sou louca, mas algumas têm o dom para isso. sabem o tempo certo e atravessam como ninguém.
a questão é: aposto que inclusive elas se sentiriam mais confortáveis com um semáforo específico, que desse mais segurança a todo esse processo.

nós, reles pedestres, perdemos espaços para os motoristas (há um tempo, eu sei). e o caso está tão grave, mas tão grave, que temos de respeitá-los mais do que vice-versa.

minha próxima - boa - ideia é grudar um adesivo na testa: "como estou atravessando? (e o número do meu celular embaixo)". vai que ajuda.

em ribeirão, atravessar uma simples rua pode ser um turbilhão de emoções e uma volta pelo centro da cidade é um show de stress. não que dirigir seja mais tranquilo, porque os mesmos motoristas que não respeitam os pedestres são aqueles que também não ligam se cruzaram um sinal vermelho ou invadiram a faixa do lado.

acho que descobri a origem do meu primeiro fio de cabelo branco.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

no twitter

"ter medo é saber que determinada coisa pode dar uma merda danada. ou seja, o medroso é, antes de tudo, um realista."


eu falo, eu faaaaaaaaaalo.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

irmão

olha, eu não entendi, só achei bonito.

meu irmão fez um tumblr e eu não sei bem o que isso significa.
sei que entrei e gostei.


esse é o joão: sem braço, no caso, por causa do frio do SWU. (via @nacimwest)

ele é bom com esses lances de tecnologia.
uma coisa que posso atestar, como prova viva: não é de família. mal mando e-mail.

não é porque é meu irmão, não, mas o menino é talentoso. e uma pessoa muito boa.

"isso sim é de família", deve pensar minha mãe.

não contestem, por favor.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

sou cansativa

(1 membro)

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

VÉIO!

morri.

domingo, 12 de setembro de 2010

televisão e comida

outro dia - há um tempo, é verdade - eu comecei a me perguntar: e se os programas de televisão a que assisto fossem comidas?

cheguei a conclusão de que lost seria comida japonesa, porque não é da primeira vez que você gosta e tem de insistir na tentativa para apreciar.

friends seria doritos. seinfeld também. porque né? não tem erro.

desperate housewives seria torta holandesa: é bom, mas um pedaço. ou dois. comer muito enjoa.

modern family é aquela bolacha bon gouter. dá pra destruir o pacote em uma sentada. e o produto é refinado.

grey's anatomy é sorvete. no pote, porque 90% dos episódios são maior fossa.

os normais é arroz e feijão. brasileiro, bom e indispensável.

ER é chocolate. tenso: você vai engordar ou ganhar espinhas. e o nego vai conseguir ressuscitar o amigo com o desfibrilador no final.

é isso.
e olha que falta faz a tv a cabo.
desatualização 2010.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

o novo dicionário

definições de palavras quando se mora sozinha (o)
(baseado em fatos reais)

tristeza: é quando você abre o congelador e descobre que comprou panqueca de carne ao invés de frango - porque você não gosta da primeira.

medo: é quando você sai e acha que esqueceu o ferro ligado na tomada.

solidão: é o que você sente quando ouve a festa que o vizinho está dando.

silêncio: é quando esse vizinho ABAIXA o volume.

fome: é o que você sente quando acaba a bolacha água e sal. e o miojo.

felicidade: é quando você abre a geladeira e tem sorvete.

desespero: é quando você quer pedir chinês, mas não tem telefone fixo. nem crédito no celular.

alegria: é ver um filme inteiro sem ninguém pra te interromper.

trampo: lavar o banheiro. e a louça. e a roupa.


em construção - aceito contribuições.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

esta é minha última postagem

quando um ciclo se fecha, outro se abre. e assim pra sempre.
tem horas que chega a hora. simplesmente isso. e você percebe quando acontece. sim. sempre assim.
uns dizem que não, mas eu acho que tem que ver isso aí.

e essa é a minha hora.
é a última postagem.
a última.

não adianta chorar, espernear, se debater, porque vai ser isso mesmo.
a última postagem.

quando eu resolvi abrir este blog, eu sabia que esse dia chegaria.
sei lá, depende de um monte de coisa pra outro monte de coisa acontecer.
mas acho que a principal delas é o tempo.
e, com o tempo, acontece um negócio aqui, outro ali...quando você vê, tomou decisões e passou por inúmeras situações. INÚMERAS. tanto entre as que você imaginava e as que não.

aaah, mas essa eu previ. e como previ!
sim, eu sei, não contavam com minha astúcia.


eu sabia que, hora ou outra, esse dia chegaria.

portanto, esta é minha última postagem.
a última.


com 21 anos.


porque, na próxima, semana que vem, já estarei com 22.


rá!
inté!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

hoje eu cometi suicídio virtual


pelo menos é assim que as pessoas que entendem dessas coisas chamam o que fiz.



é tipo isso: não tenho mais twitter, orkut ou facebook.
e sim, eu sei o quanto é irônico afirmar todas essas coisas por um blog. porque, quer queira, quer não, este é só mais um meio que tenho para divulgar, online, todas as coisas que penso barra faço barra imagino barra acredito. e elas nem são tão importantes assim.

todos os outros "sites de relacionamento" dos quais eu fazia parte serviam como uma forma de contato com os meus amigos. é foda. quando você está longe e não tem telefone fixo, fica difícil ligar sempre. uma twittada aqui, um scrap ali ou escrever no mural de alguém eram as alternativas que me restavam.
mas aí parei para pensar: nunca recebi uma boa notícia sequer por esses sites aí (muito pelo contrário), nunca tinha vontade de responder aos recados e muito menos pique para ler todas as mensagens de horas anteriores.
é, eu tô ficando velha.

eu, que cheguei atrasada em todas as redes. comecei depois de todo mundo. fui fraca, joguei a toalha, bebi leite. e pronto.

é mais ou menos assim: daqui pra frente só e-mail, msn e aqui (por enquanto).
coisas dos idosos da geração y.
vai entender.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

da série: frases que só eu escuto


"se eu soubesse que você lia revista teen, não teria te contratado".

tá no top 10 das mais bem pensadas que já ouvi.


só não sei se a pior parte está antes ou depois da vírgula.



acho que antes, né?

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

mera coincidência

era uma vez uma menina que inventou de estudar jornalismo.
no primeiro semestre, com 17 anos, ela teve o professor mais difícil da história dos professores.
chorou, pensou em desistir, mas sobreviveu.

sobreviveu e riu. (e essa combinação virou rotina)

ela ria, e muito, porque seus amigos se fodiam tanto quanto ela. era lei.
a espinafrada vinha dia sim, dia sim. cada hora pra um, às vezes pra todos.
engraçado mesmo é quando é com os outros. mas ali ela aprendeu que podia dar risada quando tomava uns cortes.

enfim, a história não é essa. a história começa quando, uma vez, na primeira matéria da faculdade com esse professor, no primeiro semestre, a menina foi fazer uma pauta sobre jongo. uma apresentação cultural.
a pauta, o texto, a diagramação....tudo foi e voltou pra mesa do mestre um sem número de vezes. e não menos ela consertava e tentava de novo, consertava e tentava de novo, consertava e tentava de novo...

mas, como em toda história há um mas, ela escorregou.
tinha todos os integrantes do grupo, pessoas extras, especialistas, inhéinhéinhé e o professor queria um espectador da apresentação.

foi aí que o marcos peres nasceu.

- olha, vou colocar aqui que um aposentado de 50 anos viu e gostou do negócio. vai chamar marcos peres.
- com z?, perguntou um amigo.
- não, não quero que ele seja parente da carla, a menina respondeu.
- beleza, minha veterinária vai se chamar kátia vieira.

a dupla foi lembrada pela dupla durante os quatro anos de faculdade.
a menina e seu amigo tinham como meta na vida encontrar pessoas reais com esses nomes ou poder repeti-los em alguma ocasião.
ainda não conseguiram, me disseram. mas pararam por ali. nunca mais.

tempos depois, a menina arrumou um emprego. largou essa vida da ficção e resolveu partir pra realidade de fato.
fazia matérias aqui e ali, até que um dia uma delas saiu pouco mais de um mês depois de feita e algumas pessoas não gostaram.
é, isso acontece de vez em quando.

a menina aí sim foi surpreendida com um telefonema.

- olha, a gente rastreou essa personagem e a última consulta dela foi há muito tempo. onde ela foi atendida? onde foi essa foto? porque depois disso melhorou, o atendimento não está mais demorado.

"não está mais demorado". primeiro sinal de que um dia esteve. a moça esperou, coitada e queria falar. não importa se esperou há 10 ou 20 anos. passou por isso e era o que cabia ali. o que a menina acha que cabia. mas ela pode estar errada. vai saber.

o que importa mesmo é o que deixou a menina confortável com toda essa história. ela se sentiu confiante pelo simples fato de que quem lhe deu a entrevista não foi o marcos peres ou a kátia vieira. foi uma pessoa que pode, até, ser rastreada. e foi.

e qualquer semelhança com a realidade...a menina não precisa repetir.



terça-feira, 10 de agosto de 2010

mais buscadas

acabei de entrar num site de notícias de campinas pra dar uma checada em como as coisas andam.
tudo ouquei, tudo legal.

mas resolvi dar uma olhada nas palavras mais pesquisadas...


e aí, vamos montar uma frase com elas?
e é pra fingir que ESTRUPADA existe.

va-len-do!