sábado, 17 de outubro de 2009

Miguel e os demônios


Mais um do Lourenço Mutarelli! Ele é o autor de "O Cheiro do Ralo", "A arte de produzir efeito sem causa" e "O Natimorto" - que me fizeram tão felizes! -, entre tantos outros que ainda não li!

Ontem, comecei e terminei "Miguel e os demônios". É rápido assim. Uma escrita à la roteiro de cinema, rápida e intensa.
Ainda não tenho uma opinião 100% formada a respeito. Não pensei sobre alguns detalhes. Preciso de um tempo para organizar as ideias.
E, mesmo depois de organizá-las, acho difícil dizer. Tenho uma relação conturbada com críticas.

Neste momento, o que posso escrever é: adorei, recomendo e empresto.

Simples assim.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Eu não gosto de celular.
Uso, mas não gosto.
E, não sei porque, preciso atendê-lo rapidamente. Ele toca, eu atendo. Na hora!
Não precisa ser um toque chamativo. Um simples TRIIIIM me faz tirar o telefone do bolso ou da bolsa e atendê-lo i-me-dia-ta-men-te.
Tenho vergonha de ouvi-lo tocar muito tempo.
Não sei qual meu trauma. Sei que ele existe.

Pois bem.
Essa acabou de acontecer. E acho importante relatar.

Tomando café, agora à tarde, com mais três indivíduos.

- Eu não gosto de celular porque ele toca numas horas impróprias. Serve para te acharem quando você não quer...

Pronto. Homens na mesa e um sonoro:
- Hmmmmmmmmmm.

- Er, gente. Falando sério. Agora, por exemplo, enquanto como meu pãozinho com manteiga, odiaria ser interrompida. ODIARIA.

Dá um minuto. Quase exatamente um minuto. Toca meu celular.

- Tá vendo?

Atendi. Saí para falar.
Enquanto falava, ouvi o toque da segunda linha.

Percebem?

terça-feira, 22 de setembro de 2009

É muito difícil tomar uma decisão certo de que escolheu o melhor caminho.
Quase nunca isso acontece.

O mundo pode não depender do que você fez.
As coisas podem - e vão - seguir do mesmo jeito. Como sempre.
É você quem vai mudar.
É a sua vida que tá em jogo.
Vez ou outra o que você faz mexe com quem tá do seu lado. Afeta, de algum jeito, alguém.
Mas foi você quem começou.

Tem horas que você só adianta o curso.
Acelera o passo.
E passa adiante.
Por mais certo que pareça, ainda não parece certo.
Mesmo que não seja uma decisão de vida ou morte.
Só de vida. Uma mudança nela.

Eu - falando por mim agora, eu mesma - tenho certeza só da cor do esmalte que gosto.
Mesmo assim, ainda enjôo dele.

Minha comida preferida muda semanalmente.
Minha bebida também.
Meu bar é mensal.
Meu livro é anual.
Já a música preferida dura menos. Dura minutos.

Acho bom isso. Reciclar.
Qual a graça de manter tudo certo, estável, igual, constante?
Seria passar pela vida como passa uma pedra.

Mas o que vem depois?
Ah, isso ninguém sabe.
Ninguém nunca soube. E nem vai saber, enquanto depois não for agora.

E agora...
Quem se importa?


Eu não.
E talvez seja a única.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

De novo, Os Normais!

Todo mundo sabe que sou suspeita pra falar. Mas também não poderia deixar de fazê-lo, quase uma semana depois de ter visto o filme.

"Os Normais 2 - A noite mais maluca de todas" me desagrada - supreendam-se! - em alguns momentos.

Para mim, a história do primeiro filme é bem melhor: o enredo, os personagens e as situações. Como esse segundo filme se passa em apenas uma noite, são momentos divertidos de Rui e Vani (Luis Fernando Guimarães e Fernanda Torres), mas não tão amarrados, acho, como no primeiro filme.


Também não sou muito fã da onda de trocadilhos, que tenho a impressão de ter começado durante o seriado "O Sistema", também de Fernanda Young e Alexandre Machado, autores do filme. Acho que poderia ter menos, mas também acho que o excesso não elimina as excelentes tiradas.

Rui e Vani voltam como sempre. Vani, principalmente. Não tem como não rir em cenas como a do hospital e da festa em homenagem à personagem de Danielle Suzuki.

Me diverti e, naturalmente, verei de novo.

Ah, e recomendo, também, naturalmente!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Um, dois, três, japonês.


No final do mês passado, mais ou menos, descobri - tarde - Haruki Murakami.
No final deste mês, terminei de ler um terceiro livro dele.
Comecei com o último lançado, passei para o mais comentado e terminei com um empréstimo recomendado.
Digo que foram ótimas experiências.

"Após o anoitecer" é sobre duas irmãs: uma dorme em sono profundo há dois meses e a outra vaga pela noite lendo livros e conhecendo pessoas.

"Norwegian Wood" - nome de uma linda música dos Beatles e, não por outro motivo, título do livro - conta a história de Toru, um adolescente que se apaixona pela ex-namorada de seu melhor amigo, que morreu. E vai muito além disso. Passa por diálogos que viajam pela nossa cabeça, mas que nem sempre conseguimos concretizar.
Dá certa depressão, até, a história. Mas a beleza da forma como é contada transforma o livro num vício. E nada há a se fazer, além de ler de novo.

Há uns dias, acabei meu último - por enquanto. "Minha querida Sputnik" é uma história de amor entre Sumire, de 17 anos, e Miu, 22 anos mais velha.

Isso, velha. A.
São duas meninas que se apaixonam na história contada por K., melhor amigo de Sumire.

Gosto de poucas coisas na vida como gostei da forma de Murakami escrever.

Não sou fã, porém, de críticas.

Só de recomendar e passar adiante aquilo que gosto.
E, adiante, posso passar os dois primeiros livros, que comprei, a quem possa interessar.

*Na imagem, o primeiro livro a esquerda é "Minha querida Sputnik", o do meio "Norwegian Wood" e o da direita, "Após o anoitecer".

terça-feira, 11 de agosto de 2009

"Eu sou uma HADEVOGADA"

Uma excelente opção para quem estará por cá, Campinas, em qualquer um dos finais de semana deste mês de agosto.

"Advocacia (segundo os irmãos Marx)" é uma comédia que está em cartaz no Teatro do Parque Dom Pedro Shopping - se é que esse é o nome definitivamente adotado pelo espaço!

Na peça, a Heloísa Périssé faz o papel de Yasmin Robalo, uma "h-a-d-e-v-o-g-a-d-a", como ela mesmo soletra, com uma postura um tanto questionável. O elenco conta com outros cinco atores, que se revezam em mais de vinte papéis!

As cenas da peça, como o próprio título diz, são baseadas em textos dos irmãos Marx - Chico, Harpo, Groucho, Hummo e Zeppo - e rendem risadas do começo ao fim! O elenco é ótimo e, claro, para quem já viu ou não Cócegas, Heloísa Périssé volta na melhor forma possível!

Quem me conhece sabe que, embora eu já tenha visto, voltarei.
Sigam-me os bons!

Lide:
O que? Advocacia (segundo os irmãos Marx)
Quem? Heloisa Périssé, Wilson Santos, Robson Nunes, Alex Moreno, Flavio Baiocchi e Alexandre Pinheiro
Quando? Sábados, às 20h e 22h e domingos, às 19h (até 30/08)
Onde? Teatro do Parque Dom Pedro Shopping
Quanto? R$ 60 aos sábados e R$ 50 aos domingos

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Maitê, eu leio você

Essas férias, embora parciais, me serviram pra tirar um outro atraso: ler o livro da Maitê que há muito eu tinha emprestado de uma amiga. Há muito mesmo.

Fiquei um ano com o livro, resolvi pegá-lo neste mês e li em dois dias.



A história de sua vida se alterna com a história de uma menina, para ficção e realidade andarem juntas.

E que histórias são essas! As viagens que ela já fez e os problemas pelos quais já passou impressionam.

Vale pela história. Ou pelas histórias: a dela e a da menina. Vale lê-las e juntá-las!