segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

pela última vez, vai voltar todo meu stress.
vou te contar como será minha quarta-feira.

vou acordar e entrar no orkut, desesperadamente, procurando links para o primeiro episódio da última temporada de LOST.
é o primeiro. é duplo. a internet estará congestionada.

por consequência, todos os links que eu encontrar demorarão para abrir. uma vez abertos, mostrarão uma mensagem dizendo que está expirado.
quando, depois de duas horas de stress e irritação, eu encontrar um link que funcione, o download levará A VIDA. A VIDA.

sem contar elementos surpresas, como acabar a energia, eu puxar um episódio corrompido ou dar um tiro no computador, o processo todo já tomará conta do meu dia inteiro. inclusive psicologicamente. desgaste mental.

mas aí você vê isso...


...e se pergunta: NÃO VALE A PENA????

VALE!!!!!

(créditos do vídeo daqui)

ps.: como dou um SHOW de webdesign, não sei acertar o vídeo na tela. mais fácil clicar nele e ver direto no youtube!

sábado, 9 de janeiro de 2010

tem nego que entra aqui enquanto trabalha.
e o nego gosta de dar risada do que está escrito - mesmo quando não tem a menor graça.

aí, nego, pra você:
(porque só sei contar essa piada)

um pintinho chamado RELAM tinha medo de chuva. cada vez que chovia, RELAM piava.


só que daí, nego, um dia, contando essa piada pra outro nego, eu disse que ia inventar uma.
e inventei. na hora.
ria aí - mesmo não tendo a menor graça.

meu amigo XÔ adorava ver nuvens carregadas no céu. e, quando o céu estava assim, XÔ via.

fecham-se as cortinas.
ainda bem que você não pagou ingresso.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Tô numa fase Novos Baianos.
Ouvindo e reouvindo:



O "Novos Baianos F.C" foi lançado em 1973 e conta com a incrível "Sorrir e cantar como Bahia" (faixa 1).
Já o "Acabou Chorare" nasceu um ano antes. Nele, as famosas "Preta Pretinha" (faixa 2) e "Besta é tu" (faixa 8)

Meu vício pode ser meio tardio.
Mas vale a pena ouvi-los mais de uma vez.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Quinta-feira. Tarde. Galpão de uma Igreja.
Mesas, muitas mesas. Algumas juntas, outras separadas. Cada uma com sua toalha florida. Pareciam losangos, pela forma como foram colocadas.
Na frente de cada cadeira, em cima da mesa, uma xícara e seu respectivo pires.

- Tem a hora em que elas servem o chá! É de sete ervas! - orgulha-se a vó, que todo ano bate o cartão no "Chá Bingo de Natal".

A primeira sensação quando se chega num lugar desses, com seus 20 e poucos anos, é de que se é um bebê. A outra pessoa tão nova quanto você, ali, deve ter uns 60.

Mas a sensação passa rápido. Volta algumas vezes. E torna a passar.

- Gente, não peçam pra trocar o presente. Vocês devem agradecer por ter ganho e não querer trocar! Se não gostarem, doem para alguma instituição!

O aviso, com cara de bronca, dá o pontapé inicial da tarde.

São quatro rodadas. O convite custou dez reais e elas estavam garantidas ali. Duram a tarde toda. Nos intervalos de cada uma, tem nove jogos. Três cartelas, três reais. Mas quando o prêmio é a mesa e tudo o que tem em cima dela - pratos, copos, panetone... -, o preço sobe. Cinco reais um jogo.

Duas e meia. Cartela A. Começa a primeira rodada. G 56. B 12. I 38...

- Deu aqui!

E é feita a primeira quina.
A segunda.
A terceira.
E quando a senhora que comprou três cartelas para a rodada - e as grudou com fita crepe na prancheta - se levanta para buscar a quarta cesta com presentes, surgem os primeiros comentários críticos.

- Ah, mas é brincadeira, viu? Não dá nem vontade de jogar mais. Não é possível!

Passa o chá. As senhoras servem. Tem com açúcar e tem sem. O adoçante vem junto, caso queiram colocar. Na hora de mirar a xícara, mais cai fora do que dentro da xícara. E são boas as sete ervas!

Cartela B, C, D.

- Aqui!

A sexta cesta. E muitas canetas são jogadas na mesa.

Para quem não conseguiu garantir uma quininha ou uma cartela cheia, só resta o lixão. Nome e telefone no verso de cada cartela, todas numa caixa de papelão e, aí, o sorteio. Mais expectativa, mais frustração.

Gente que sai levando muito. Gente que sai levando nada.
Bem a cara do Brasil.
A diferença é que, no Bingo, tudo é culpa da sorte.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

No 1º colegial, eram três Marinas na sala.
Na chamada, um Deus nos acuda.

- Marina...
- Qual?
- Aranha.
- Eu!

Num sistema onde o sobrenome vinha antes do nome e os alunos eram classificados por números, sempre fui uma das primeiras.
Andrade ou Almeida vinham antes de mim.
No máximo, em dez anos de colégio, fui número 3.

Eis que, para minimizar o problema das Marinas, uma genial professoora teve uma ideia.

- Aranha...Ma...Maranha!

Ela, que já tinha me dado aula na sexta série, criou ali um apelido que levo como herança desde então.
Na faculdade, onde geralmente criam-se apelidos e se começa uma vida nova, a Maranha ficou. E vai ficando...
Fora também.

A mesma professora me pegou colando em uma "provinha" de duas questões de múltipla escolha. Enquanto passava recolhendo, eu, desesperada, implorei pelas duas respostas.
Recebi.
Achei que não estavam certas. Mas o que entendo de biologia? Era apenas mais uma prova da minha ignorância.
Marquei.
Entreguei.
Zerei.
As provas eram diferentes. E eu contei pra professora tudo isso. Ela riu.

Numa outra prova, trimestral, marquei uma alternativa e percebi que tinha errado. Risquei, marquei outra e escrevi: "essa é a certa!".
Ela considerou. E escreveu: "Ok, Maranha!".

Depois dali, ela me deu aula até o terceiro colegial. Naquele ano, começou a ter dores na coluna e reclamar enquanto andava.

- O que o médico falou, professora?
- Ainda não tem certeza. Preciso fazer alguns exames.
- Pode ser hérnia de disco - tentei diagnosticar -, meu pai teve. Operou, ficou bom! Se for, fica tranquila!

Até hoje os médicos não entraram num acordo sobre o que ela tem.
Há uns seis meses fui no colégio revê-la.

Ela andava na cadeira de rodas, só mexia os braços e a cabeça e tinha um professor auxiliar que escrevia na lousa.

- Vou fazer um tratamento em São Paulo. Tavam me dando a dose errada de remédio. Agora melhorou, mudou a medicação!

O carro dela, adaptado, parava ao lado da sala, e ela ia embora controlando apenas com as mãos.

Hoje ela não dá mais aula. Fica em casa. Só recebo notícias de terceiros, porque alguém me diz que alguém a visitou.

Não sei porque pensei nela ontem, antes de dormir. É fácil ver as coisas mudando na vida dos outros. Mas quando é alguém de perto, dá pra perceber o quanto tudo é frágil. Tudo.

Não sei se por ser filha de professora sempre tive admiração pela maioria dos meus.
Na verdade, enquanto estudava, ODIAVA quando minha mãe parava no estacionamento de funcionários e descíamos juntos.
ODIAVA porque era a morte, pra mim, encontrar algum professor durante o caminho e ter que ir conversando com ele até a sala. Sentia um misto de vergonha com desconforto e não sei mais o quê.
Mas hoje, um pouco mais sã do que com 15 anos, fico feliz em encontrar pessoas que me dêem exemplos profissionais e de vida.

Minha professora de biologia foi uma dessas pessoas. Quando apareceu, eu não sabia bem lidar com "mestres". Mas ela estava presente justamente enquanto eu aprendia.

E eu nem gostava da matéria. Biologia. Nunca entendi direito.
Apesar disso, dava pra perceber que ela é uma das melhores pessoas que eu poderia ter conhecido. Ainda que nosso relacionamento se restringisse às salas de aula.

Obrigada, Sílvia.
Espero que você esteja melhor.

sábado, 17 de outubro de 2009

Miguel e os demônios


Mais um do Lourenço Mutarelli! Ele é o autor de "O Cheiro do Ralo", "A arte de produzir efeito sem causa" e "O Natimorto" - que me fizeram tão felizes! -, entre tantos outros que ainda não li!

Ontem, comecei e terminei "Miguel e os demônios". É rápido assim. Uma escrita à la roteiro de cinema, rápida e intensa.
Ainda não tenho uma opinião 100% formada a respeito. Não pensei sobre alguns detalhes. Preciso de um tempo para organizar as ideias.
E, mesmo depois de organizá-las, acho difícil dizer. Tenho uma relação conturbada com críticas.

Neste momento, o que posso escrever é: adorei, recomendo e empresto.

Simples assim.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Eu não gosto de celular.
Uso, mas não gosto.
E, não sei porque, preciso atendê-lo rapidamente. Ele toca, eu atendo. Na hora!
Não precisa ser um toque chamativo. Um simples TRIIIIM me faz tirar o telefone do bolso ou da bolsa e atendê-lo i-me-dia-ta-men-te.
Tenho vergonha de ouvi-lo tocar muito tempo.
Não sei qual meu trauma. Sei que ele existe.

Pois bem.
Essa acabou de acontecer. E acho importante relatar.

Tomando café, agora à tarde, com mais três indivíduos.

- Eu não gosto de celular porque ele toca numas horas impróprias. Serve para te acharem quando você não quer...

Pronto. Homens na mesa e um sonoro:
- Hmmmmmmmmmm.

- Er, gente. Falando sério. Agora, por exemplo, enquanto como meu pãozinho com manteiga, odiaria ser interrompida. ODIARIA.

Dá um minuto. Quase exatamente um minuto. Toca meu celular.

- Tá vendo?

Atendi. Saí para falar.
Enquanto falava, ouvi o toque da segunda linha.

Percebem?